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PRODESE E ACRA



VIDA QUE SEGUE...Uma
das principais bases de inspiração do PRODESE foi a Associação Crianças Raízes
do Abaeté-Acra,espaço institucional onde concebemos composições de linguagens
lúdicas e estéticas criadas para manter seu cotidiano.A Acra foi uma iniciativa
institucional criada no bairro de Itapuã no município de Salvador na Bahia, e
referência nacional como “ponto de cultura” reconhecido pelo Ministério da
Cultura. Essa Associação durante oito anos,proporcionou a crianças e jovens
descendentes de africanos e africanas,espaços socioeducativos que legitimassem
o patrimônio civilizatório dos seus antepassados.
A Acra em parceria com o Prodese
fomentou várias iniciativas institucionais,a exemplo de publicações,eventos
nacionais e internacionais,participações exitosas em
editais,concursos,oficinas,festivais,etc vinculadas a presença africana em
Itapuã e sua expansão através das formas de sociabilidade criadas pelos
pescadores,lavadeiras e ganhadeiras,que mantiveram a riqueza do patrimônio
africano e seu contínuo na Bahia e Brasil.É através desses vínculos de
comunalidade africana, que a ACRA desenvolveu suas atividades abrindo
perspectivas de valores e linguagens para que as , crianças tenham orgulho de
ser e pertencer as suas comunalidades.
Gostaríamos de registrar o nosso
agradecimento profundo a Associação Crianças Raízes do Abaeté(Acra),na pessoa
do seu Diretor Presidente professor Narciso José do Patrocínio e toda a sua
equipe de educadores, pela oportunidade de vivenciarmos uma duradoura e valiosa
parceria durante o período de 2005 a 2012,culminando com premiações de destaque
nacional e a composição de várias iniciativas de linguagens, que influenciaram
sobremaneira a alegria de viver e ser, de crianças e jovens do bairro de
Itapuã em Salvador na Bahia,Brasil.


sábado, 27 de maio de 2017

DALMIR, PENSADOR QUILOMBOLA DAS “MINAS GERAIS”



Foto disponível na Internet
Professor Doutor Dalmir Francisco
Um singela e necessária homenagem a um amigo inesquecível: Dalmir Francisco Costa professor do Departamento de Comunicação Social da UFMG que faleceu no dia 16 de abril, em Belo Horizonte de insuficiência cardíaca, aos 66 anos.

Grande parceiro e colaborador do Programa Descolonização e Educação-Prodese(grupo de pesquisa que integra do Diretório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico-Cnpq/1998) em iniciativas institucionais importantes, a saber: coautor do livro Pluralidade Cultural e Educação, participação em várias publicações do Sementes Caderno de Pesquisa, onde  também integrava o Conselho Editorial e palestrante em muitos eventos nacionais e internacionais.




 
Encontro  Internacional Diversidade Humana Desafio Planetário(1994) organizado pela Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil.
Evento comemorativo dos 10 anos do Prodese Awon Esó 
Da esquerda para a direita o Landê Awanalê,Dalmir Francisco,José Carlos Limeira e Marco Aurélio Luz

No nosso blog, tivemos a oportunidade de divulgar seu livro “Comunicação, Música Popular e Sociabilidade” (Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2014), que sempre estará entre as nossas principais recomendações de leitura.

Dalmir comentou na época do lançamento do livro:

“Estamos falando de produções poético-musicais que compõem uma rica e valiosa memória sonora e afetiva de dramas, amores, desamores: errâncias de homens e de mulheres comuns, afrodescendentes e eurodescendentes, que, cantando, registraram e registram ainda hoje a sua humanidade em um Brasil marcado pela diversidade étnica, cultural e social”.
Dalmir era graduado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (1978), Mestrado em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992) e Doutorado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000).Pós-Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ.Era professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais com experiência na área de Comunicação e Cultura, com ênfase em Jornalismo, atuando principalmente nos seguintes temas: Jornalismo, Comunicação, história, Política, negritude e comunicação e cultura. Era Membro Titular do Conselho Estadual dos Direitos Humanos - CONEDH / Minas Gerais e do  Conselho Municipal para a Promoção da Igualdade Racial - COMPIR / Belo Horizonte.

Aqui procuramos homenageá-lo através de suas muitas formas de expressar seu pensamento e compreensão sobre o estar no mundo. Dalmir na sua trajetória científico-acadêmica ergueu com altivez, orgulho e muita alegria, espaços de legitimidade do continuum africano no Brasil.
Imagem disponível na Internet
Sucessão de triângulos representam a continuidade civilizatória africana


Nascido em Minas Gerais, Dalmir herdou valores que o tornou um pensador importante sobre as questões que constituem a história das populações africano-brasileiras e, tornou-se ao longo dos anos, um defensor  dos direitos coletivos dessas populações, demonstrando nas suas atuações institucionais a necessidade de encontrarmos canais de diálogo e compreensão dos valores civilizatórios dos povos.
Imagem Disponível na Internet

No pensamento de Dalmir, encontramos uma das suas maiores referências: o vínculo indissolúvel entre a diversidade cultural e os direitos coletivos, principalmente aqueles reivindicados pelas instituições africano-brasileiras. Sobre isso, ilustrações não faltam: destruição, esgotamento e usurpação de forma cruel das territorialidades sagradas das comunidades tradicionais africano-brasileira.
Imagem disponível na Internet
O pensamento de Dalmir traduzido em suas obras, apresenta de modo valioso aspectos sócio históricos do Brasil negligenciados pela Razão de Estado e suas instituições .
Imagem disponível na Internet
Capoeira referência da expansão civilizatória dos africanos no Brasil

Lembramos da atenção ao ouvir a voz bem empostada e forte de Dalmir, apresentando suas ideias... Eram momentos  muito especiais e de uma riqueza impressionante. Fazia-se silêncio, pois eram  momentos de aprendizagem a partir do sentimento e olhar  de alguém que falava de outras singularidades do Brasil. Um Brasil e a dinâmica das redes quilombolas! Sim! Quilombos contemporâneos que intercambiam ininterruptamente. A maneira de Dalmir abordar um tema ou aspecto numa conferência ou debate, era muito interessante. Tinha um tom e conduta de uma boa aula de história.

Foto disponível na Internet



Uma observação: não era um pensamento sisudo, arrogante como muitos que circulam nas Universidades, ou mesmo imerso em lamentações ou tristezas, não. E mesmo que tivesse lamentações, ele abria outras perspectivas de análises de enfrentamento e superação. Seu pensamento era, e ainda é, criativo, altivo e guerreiro animando-nos a prosseguir zelando e afirmando a história dos nossos ancestrais referências fundamentais que  asseguram a nossa dignidade .
Foto disponível na Internet
Dalmir realizando palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro no evento na Escola de Comunicação em comemoração ao aniversário de Muniz Sodré

O Professor Marco Aurélio Luz recordando sua amizade com  Dalmir comenta:

"Dalmir Francisco foi um companheiro e irmão.
Tenho uma só palavra para resumir o que admirava nele: INTENSIDADE.
Foto disponível na Internet
Transformação do ferro,mineral que está associado ao universo simbólico do orixá Ogum
Depois da política estudantil e como professor universitário, Dalmir se reencontrou na religião africano-brasileira. Participou ativamente como representante do Conselho Consultivo do Instituto da Tradição Afro-brasileira de Minas Gerais. Se destacou também na participação de inúmeros eventos e publicações visando a afirmação dos valores da tradição africano-brasileira.
Olorum Kosi pu re!"
Foto disponível na Internet
Carlos Alberto de Carvalho, colega de Departamento d UFMG diz sobre Dalmir: “Profundo conhecedor das questões da cultura brasileira e da herança cultural africana” e atuava em campo de estudo que fazia aproximações entre comunicação, cultura, política e, mais recentemente, educação. Foi um dos organizadores da obra Mídia, docência e cidadania, lançada em 2016”.
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Aqui um trecho de uma homenagem em forma de crônica “Adeus, Dalmir Francisco, o abridor de caminhos...”  de Miguel Arcanjo Prado  jornalista formado pela UFMG e seu ex-aluno.
Foto disponível na Internet

"Dalmir Francisco, o abridor de caminhos...” 


“...Tive o prazer de ser seu aluno na disciplina Comunicação e Política, obrigatória e que ele dava à sua maneira, gerando paixão e também revolta em alguns alunos, que não o compreendiam.

Dalmir, em sua aula, apresentava a criação do mundo a partir da cosmogonia africana, explicando a origem de cada orixá, o que lhe dava enorme prazer. Alguns alunos, não acostumados a uma forma de ensino que não fosse a eurocêntrica não entendiam, reclamavam do professor nos corredores. Como assim falar de orixá em aula de comunicação e política? Alguns até o enfrentavam em aula, dizendo que não concordavam com sua ementa.
Ilustração de Narcimária Luz no seu livro "Itapuã quem te viu e quem te vê"(2009)
Agemó,personagem que integra a criação do mundo conforme a cosmogonia nagô
Ilustração de Narcimária Luz

 E Dalmir, livre docente, seguia firme e forte. Não temia o confronto. Hoje, percebo que foi o meio que encontrou de resistir com sua negritude dentro da academia, do alto de seu título de doutor. Neste domingo de Páscoa, recebo na internet a notícia da morte de Dalmir Francisco, aos 66 anos. Uma tristeza enorme me invade. Porque Dalmir significou muito para mim. Ter ele ali, negro, jornalista, naquele posto de professor da UFMG, sempre me deu um orgulho enorme. Dalmir Francisco foi pioneiro. Abridor de caminhos. Já faz uma baita falta. Que descanse em paz.”

Para conhecer todo o conteúdo da crônica de Miguel Arcanjo Prado  , acesse https://blogdoarcanjo.blogosfera.uol.com.br/2017/04/16/cronica-do-arcanjo-adeus-dalmir-francisco-o-abridor-de-caminhos/

 


 Saudades querido amigo!

Que Olorum lhe abençoe Dalmir, pensador  quilombola  das “minas gerais” !


A seguir entrevista de Dalmir sobre seu  livro Comunicação,Música Popular e Sociabilidade (1ª. ed. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2014) que aborda aspectos sobre “o amor do homem comum, presente na poética musical, dita popular e comunicada, socializada pela mídia. O homem comum é aquele que não aspira a ser herói, que não deseja ser o invencível guerreiro, o grande governante, o alto legislador e que não quer ser mais que pode a sua humanidade…”Palavras do autor.

Muito interessante!

Vale a pena assistir!

Comunicação,Música Popular e Sociabilidade .Entrevista com Dalmir Francisco

Entrevista de Dalmir Francisco sobre seu livro Comunicação,Música Popular e Sociabilidade (1ª. ed. Belo Horizonte: Fino Traço Editora, 2014).
Vale a pena assistir uma das últimas entrevistas desse pensador brasileiro. 




sexta-feira, 26 de maio de 2017

A CORRUPÇÃO ATIVA E NOSSOS DESAFIOS IMEDIATOS: DELAÇÃO DE JOESLEY BATISTA, DA CORPORAÇÃO-IMPÉRIO DA CARNE JBS, CONTROLADA PELA J&S


Foto disponível na Internet

Por Marcos Arruda


 Quem é a JBS? É uma CORPORAÇÃO TRANSNACIONAL DE BASE BRASILEIRA, cujo controle pertence à família BATISTA (irmãos Joesley e Wesley) através da FB Participações, que é controlada pela J& F Investimentos S.A. O conglomerado J&F atua nos setores do agronegócio, alimentos, finanças, higiene, limpeza, papel e celulose. É a maior produtora, processadora e exportadora de carne porco, aves e carneiro do mundo.



Foto disponível na Internet

Foto disponível na Internet



Foto disponível na Internet

 Ela é responsável pela matança de 86.000 animais por dia. No Brasil ela se apresenta pela marca Friboi, nos EUA, Pilgrim's Pride. (Valor Econômico, 200 Maiores Grupos, dez. 2014: 214-215).https://www.bloomberg.com/…/brazil-police-search-jbs-headqu


                                                               Pilgrim`s Pride  
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1. Hoje, JOESLEY BATISTA faz delação premiada enquanto corruptor. CORRUPTOR. O nome oficial desta PRÁTICA é CORRUPÇÃO ATIVA! Se ele, Eike Batista, Emilio e Marcelo Odebrecht e tantos outros, INCLUSIVE EMPRESÁRIOS ESTRANGEIROS, não forem investigados, julgados e condenados a prisão como corruptores, claro que com sentenças reduzidas, devido à delação premiada, tipo 30 anos de prisão em vez de 60 e sequestro dos bens que eles expropriaram da Nação, por crimes contra a economia nacional e popular, além de outros crimes dos quais são responsáveis.

2. Corruptores compram favores com propinas, e corruptos compram propinas com favores. Teoria da conspiração? Não, PRÁTICA DA CONSPIRAÇÃO!!!

3. HENRIQUE MEIRELLES, que foi presidente mundial do BankBoston, banco de base estadunidense CREDOR DA DÍVIDA BRASILEIRA, também foi Presidente da J&F Investimentos, que controla a JBS e dezenas de outras empresas em diversos continentes, até ser convidado por Temer para Ministro da Fazenda. 


Imagem disponível na Internet

Temer diz que nomeou Meirelles ministro "Pensando em Joesley Batista"... É assim que o sistema político brasileiro deve ser reconhecido como CORPORATOCRACIA, e não democracia! https://oglobo.globo.com/…/dono-da-jbs-recebeu-aval-de-teme….



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4. Batista diz que "pagou", "comprou" favores dos políticos e dos seus partidos no valor de R$500 milhões. Ele era como um cofre onde os corruptos vinham se abastecer. EM TROCA, ele e outros megaempresários, manipulavam os podres Poderes da República... Qual a origem de todo este dinheiro? Do salário dos seus operários, técnicos e administradores? Isto pararia seus negócios. Esta fortuna sai da mais valia extraída dos gigantescos negócios dos irmãos Batista. Assim funciona o CAPITALISMO.

5. O vídeo foi feito por precaução, e não pra produzir evidências acusatórias, daí seu caráter legal, diz o STF. Ele passou a servir para revelar o conluio Corporação-Políticos quando Joesley viu que não ia escapar do crivo da Lava-Jato e decidiu fazer a delação premiada. Diante do castelo de cartas construído pelos podres poderes para destruir Dilma, Lula e o PT, as elites corporativas e políticas estão assustadas ao ver cair, aos poucos, crescentes parcelas do castelo, e não apenas o alvo inicial. Cabe à Justiça exigir as provas que substanciem as delações. Como, no caso de Lula e Dilma, o banco e o número das contas no exterior nas quais Joesley teria depositado fortunas para a campanha de 2014.

6. População lesada. Trabalhadores na penúria ou sem emprego, riquezas e patrimônio desnacionalizados, bancos cada vez mais ricos, dívida pública cada vez mais ilegítima e impagável, investimentos em educação, saúde, saneamento estrangulados pela PEC da morte... que estes sangue sugas do grande capital e da política da ganância percam seus ativos para que um NOVO GOVERNO, eleito em eleições diretas e gerais possa investir em Bem Viver, Soberania e Abundância para toda a cidadania do Brasil!

7. O STF é a autoridade de última instância. Quando será que o STF vai agir de forma equitativa, firme, ágil e responsável?

8. Na verdade, corruptores, corruptos, agro negociantes, grandes banqueiros, especuladores e empresários e agro negocistas nacionais e estrangeiros fazem parte da mesma CLASSE SOCIAL globalizada, que chamamos de OLIGARQUIAS (divididas em subclasses diferenciadas). No discurso elas identificam seus interesses privatistas com os da Nação. Mas a corrupção estrutural da Corporatocracia brasileira tira a máscara do sistema e mostra sua verdadeira natureza.


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9. Esta é a ÉTICA DO CAPITAL: "tudo que me permite ganhar mais dinheiro e posses materiais é bom; tudo que me impede é mau." Ou "cada um por si e Deus... por mim".

10. Há outras maneiras de organizar a economia e as relações na sociedade e com a Natureza! AS CLASSES QUE VIVEM DO SEU TRABALHO precisam se tornar as PROTAGONISTAS PRINCIPAIS - e só a DEMOCRACIA ECONÔMICA consegue isto! Com ela lograremos DEMOCRATIZAR O ESTADO!

11. Conhecemos a Rede Globo e a Band. Elas exaltaram os golpistas e o golpe contra a Presidenta eleita. Promoveram os golpistas corruptos a "esperança do País". Agora viraram a casaca? Quanta propina terá oferecido a Globo aos políticos em troca de favores? Elas estão agora divulgando com severidade inaudita outras grandes empresas. Quem irá colocar frente a ela um espelho? E quem irá denunciar os crimes da Globo, a começar pelo seu papel de ponta-de-lança do grupo Time-Life no Brasil?
 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Time-Life

Nossa resposta à crise atual é:

- CADA VEZ MAIS POVO NAS RUAS!

- FORA TEMER E TODOS OS CORRUPTOS E CORRUPTORES!

- ANULAÇÃO DE TODAS AS REFORMAS GERADAS PELO GOVERNO GOLPISTA, USURPADOR E ILEGÍTIMO!

- ELEIÇÕES DIRETAS E GERAIS JÁ!!!

- CIDADANIA ATIVA DO BRASIL: CRIEMOS NOSSO PRÓPRIO PODER!!!


Marcos Arruda é economista e educador popular veterano, que tem trabalhado com as cooperativas e os movimentos de economia solidária por muitos anos. Arruda tem servido como um conselheiro para os governos locais e como professor visitante em universidades no Brasil e no exterior. Ele é um facilitador para o programa de educação de Gaia e é ativo na Ecovila e os movimentos de Transition Towns. Ele também é ativo na rede Jubileu Sul, trabalhando em questões relacionadas com a gestão de orçamento público alternativas, economia e ecologia e a crise da dívida e planejamento do desenvolvimento socioeconômico.



sábado, 20 de maio de 2017

TEMPOS DE “QUERELAS DO BRASIL"


Por Narcimária C. P. Luz[1]



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Favela, planta característica da região de Canudos e que denominou as habitações do morro da Providência no Rio de Janeiro e se espalhou pelo Brasil a fora, As cidades se constituindo na dicotomia entre o "asfalto" e as favelas.

A música “Querelas do Brasil"(1978) de autoria de Maurício Tapajós e Aldir Blanc através da inesquecível interpretação de Elis Regina, é uma das muitas canções que nos convidam a pensar o Brasil em tempos de despudor, dor, medo e incertezas... “Querelas do Brasil" nos permite fazer  alusão ao hiato existente entre o Estado eurocêntrico e a nação, cuja identidade profunda está vinculada as civilizações aborígine e africana.



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São tantas querelas!
No século passado na década de 1930, a etnóloga norte americana Ruth Landes na sua visita ao Brasil destacou no seu livro “A Cidade das Mulheres” (1947)as desculpas dadas a ela por Osvaldo Aranha, ministro das relações exteriores do Estado Novo:


Ruth Landes 
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Ruth Landes se surpreendeu com a capacidade e o poder de liderança e de organização das mulheres nas comunidades que garantiram a reposição e continuidade da tradição cultural africano brasileira na Bahia.

“O Brasil precisa ser corretamente conhecido, (...) e já que vai estudar os negros, devo dizer que o nosso atraso político que tornou essa ditadura necessária, se explica perfeitamente pelo nosso sangue negro, infelizmente por isso estamos tentando expurgar esse sangue e construirmos uma nação para todos, limpando a raça brasileira.”


Oswaldo Aranha ministro do Estado Novo, Ditadura Vargas.
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Estamos no século XXI em 2017 e ainda somos golpeados com declarações vindas do poder de Estado com seus princípios republicanos, o atual Ministro da Justiça Serraglio afirmando sem pudor, em entrevista a Folha de S.Paulo no dia 07 de março de 2017 ser possível “identificar um potencial criminoso, ao olhar nos olhos dele”.



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Afirmar que se reconhece um criminoso olhando nos seus olhos, é atualizar a ideologia racista do “criminoso nato” do “homem delinquente” pensamento elaborado pelo psiquiatra italiano Cesare Lombroso.


Criminalista italiano Lombroso, fim do séc. XIX.
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No Brasil do século XIX suas ideias tiveram grande adesão através   de Nina Rodrigues e Arthur Ramos. O argumento de Lombroso e seus seguidores baseava-se numa "estética do mal" identificada através das características físicas do sujeito, cuja matematização das análises indicava a sua "tendência delitiva". Entra nessa matematização estética: formações cranianas, tamanho das orelhas, mandíbulas, lábios, olhos, dentição, nariz, etc. Assim, mesmo antes de acontecer o crime, o sujeito já é considerado suspeito. Assim, o discurso sobre a "estética do mal" vai regar a ideia de cidadania através da ideologia racista do “delinquente nato”, que propõem uma assepsia estabelecendo quem é capaz de “cidadania” ou quem são os “cidadãos”.




Foto disponível na internet
Professor e psiquiatra maranhense Nina Rodrigues. Alimentou a ideologia da inferioridade racial com uma falsa teoria de afirmar que a sagrada manifestação de orixá pelas sacerdotisas era análoga aos sintomas de histeria, "doença" usada para desqualificar as mulheres e qualificá-las como seres inferiores.  Séc. XIX e início do século XX.

À deriva dessa querela, crianças e jovens descendentes de africanos e aborígines, sofrem todos os dias a angústia de viver sob suspeita e a perda do seu direito à existência.
Uma constatação: essas ideologias racistas, garantem aos descendentes de europeus mais oportunidades e privilégios!
No Brasil a cidadania é branca e tem vínculos de interesse como o capital financeiro-industrial. Essa é a dura realidade!


Foto disponível na internet

A hegemonia de descendentes de imigrantes brancos recentes no Brasil no bloco no poder de Estado.

 É irônico, mas no Brasil temos de um lado, o discurso de cidadania e diversidade fomentado pelo Estado e, de outro, a atualização da política de embranquecimento e genocídio que tendem a atingir perversamente a população de descendentes de africanos e aborígines no Brasil.


Foto disponível na internet
Proclamada a República ocorre o genocídio de Canudos

As populações africano-brasileiras e aborígines clamam por políticas públicas que contemplem direitos coletivos capazes de estabelecer espaços institucionais de combate ao racismo e suas engrenagens ideológicas, que tendem a tragar a vida, levando-as a terem que lidar com situações marcadas por muita dor e humilhação.
No filme “Selma, uma luta pela igualdade” (2015) que aborda aspectos da organização e realização da marcha pelos direitos civis na cidade de Selma no Alabama em 1965, 


Foto disponível na internet
A marcha pelos direitos civis liderada por Martim Luther King

Há um diálogo muito interessante entre Coretta King esposa de Martin Luther King e Amélia Baynton, uma liderança feminina importante na história do movimento dos direitos civis nos EUA. No diálogo Amélia acalma Coretta afirmando que nós descendentes de africanos já nascemos preparados: “Somos descendentes de gente poderosa, que deu a civilização para o mundo. Gente que sobreviveu a navios negreiros, através de vastos oceanos. Gente que inovou, criou e amou, apesar das grandes pressões e torturas inimagináveis. Estão no nosso sangue, bombeando nossos corações a cada segundo. Eles lhe prepararam! Você está preparada!”


Foto disponível na internet
Coretta King e Martim Luther King
Não resta dúvida! Já nascemos preparados para enfrentar, superar e erguer com muita altivez e dignidade nosso patrimônio civilizatório africano e aborígine.
 “...O Brazil não conhece o Brasil/ ...O Brazil nunca foi ao Brasil/ ...O Brazil não merece o Brasil/... O Brazil ta matando o Brasil/... Do Brasil, SOS ao Brasil/...”
SOS ao Brasil!
Triste reconhecer que as populações que não assumem a característica de uma cidadania fixada no ideal de “eu” branco europeu, sofrem o flagelo das políticas genocidas e de abandono institucionalizadas pelo Estado.
Lamentável!




[1] Narcimária Luz é Doutora em Educação e pesquisadora no campo da Descolonização e Educação.

Querelas do Brasil por Elis Regina


sexta-feira, 12 de maio de 2017

“Mudar para nada mudar"


Por Maurício Luz


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No Filme ‘’O Leopardo’’ do diretor Luchino Visconti, em um cenário de uma Itália passando por mudanças políticas e sociais, a nobreza e burguesia precisam se adaptar aos novos tempos, fazendo mudanças a favor do povo com o objetivo de se manter com poder e conforto na sociedade italiana da época. Em um dos diálogos um personagem diz que é preciso ‘’mudar para nada mudar’’
Sei que é no mínimo polêmico, mas mudanças devem ser feitas na forma de jogar do hoje melhor jogador do mundo, para se manter no topo Cristiano Ronaldo vai precisar se adaptar.
Apesar de ser um dos grandes exemplos do futebol mundial na forma física e empenho nos treinamentos, a idade chega pra todos, aos 32 anos o craque português não é mais um garoto.
Em um futebol extremamente físico, com pontas cobrindo as subidas dos laterais CR7 nunca foi esse tipo de cara, no entanto sua disposição no ataque sempre foi invejável, dribles e arrancadas geravam uma verdadeira bagunça nas defesas adversárias.


Foto disponível na internet

 Esses dias ficaram para trás, as arrancadas ficaram mais curtas, os dribles quase não aparecem.  No confronto contra o Bayern semana passada o vi refugar em um contra ataque mano a mano com Philipp Lahm pela frente, grande lateral! Mas já se aposenta ao final dessa temporada. Ahh nos tempos de United, duas pedaladas e uma mudança de direção deixariam o capitão Alemão a ver navios...


Foto disponível na internet

Não meus amigos, eu não acho que o melhor jogador do mundo está acabado, eu acho que justamente ele tem potencial de conseguir números que nem ele mesmo imaginou, como? Assumindo a posição de camisa 9. Cristiano é um atacante completo, finaliza bem com as duas pernas, tem porte físico, impulsão de jogador de basquete, uma cabeçada de primeira linha, posicionamento na área, e apesar de não ser mais o monstro do drible e arrancada contra os rápidos laterais de hoje, o Luso ainda é uma verdadeira Ferrari contra os Zagueiros (Hummels, Boateng e Martinez que o digam).
De onde eu tirei isso? Analisando jogos e estatísticas, apesar de ser o melhor do mundo CR7 tem uma das suas piores médias de Gols desde que chegou a Madri. No campeonato Espanhol enquanto Messi tem 33 e Suarez 23, Ronaldo tem apenas 19 gols marcados.
E quando ele fez chover gols recentemente? Contra o Bayern na Champions, e dos 5 gols que fez no confronto 4 foram como centro avante e todos dentro da área. No jogo de Ida Após a Expulsão de Martinez, Marcelo virou um ponta e o Real passou a ter Cristiano e Benzema na área vislumbrando conseguir uma boa vantagem em Munique, resultado 2x1 com dois dele.
No jogo da volta os merengues perdiam por 1x0, quando Bezema foi substituído aos 64 minutos, com entrando Asensio na ponta o camisa 7 merengue foi deslocado para a posição de centro avante, resultado, Hat Trick do Gajo e Real Madrid nas Semifinais em um agregado de 6-3.



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Grandes nomes da História do futebol mudaram e se adaptaram para se manter em alto nível, seja no estilo de jogo como Romário ou Ronaldo Fenômeno, ou na posição como Nilton Santos, Maldini e Zé Roberto. O grande empecilho é o Plantel Madridista, com duas estrelas da posição como Karim Benzema e Álvaro Morata a vida de Zinedine Zidane não seria fácil, o melhor seria usar uma troca ou venda seja com James, Isco e os próprios Benzema e Morata para conseguir um ponta, o mais especulado hoje é Eden Hazard.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

PENSAMENTO KRENAK

Aprendendo com os povos inaugurais do Brasil, ontem, hoje sempre


quarta-feira, 5 de abril de 2017

HOMENAGEM DA UNEB A DOUTORA NARCIMÁRIA





No dia 7 de março no Teatro da Universidade do Estado da Bahia- UNEB no Campus I, houve a aula inaugural e sessão de intercâmbio entre diversos Programas de Pós-Graduação do Campus I em Salvador. O coordenador do Programa de Pós Graduação em Educação e Contemporaneidade, Professor Doutor César Leiro dirigiu os trabalhos.
Destacamos o momento de homenagem à Doutora Narcimária Correia do Patrocínio Luz.
O professor César Leiro se referiu primeiramente ao curriculum da homenageada e logo em seguida, solicitou a presença da Doutora Narcimária no palco.



Graduada em Pedagogia, Mestrado em Educação(UFBA), Doutorado em Educação(UFBA), Pós-Doutorado em Comunicação e Cultura/UFRJ. Professora Titular Plena do Departamento de Educação do Campus I da Universidade do Estado da Bahia-UNEB. Desenvolveu pesquisas com incentivo do Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas-INEP(1987-1990), Conselho Nacional de desenvolvimento Científico e tecnológico-CNPq(2006-2008), Fundação Biblioteca Nacional-FBN(2008-2009). Coordenadora do PRODESE- Programa Descolonização e Educação que desenvolve estudos e pesquisas na área de Educação inspirado na epistemologia africana, tendo como desdobramento a afirmação dos valores e linguagens das comunalidades africano-brasileiras. Concebeu e coordenou a publicação SEMENTES Caderno de Pesquisa (2000-2005).Idealizadora do projeto Dayó: afirmando a alegria socioexistencial em comunalidades africano-brasileiras indicado como semifinalista na 8ª Edição do Prêmio ITAÚ UNICEF em 2009.O Dayó foi desenvolvido no âmbito da Associação Crianças Raízes do Abaeté no bairro de Itapuã em Salvador Bahia, um dos pontos de cultura do Ministério da Cultura(2005-2012).As publicações da pesquisadora, integram a WorldCat que é um catálogo que reúne as coleções de 72.000 bibliotecas em 170 países e territórios que participam da Online Computer Library Center (OCLC) cooperativo global, considerado o maior do mundo bibliográfico de dados.
Após a apresentação da homenageada, o Professor César comentou sobre as razões pelas quais era conferida duas placas com os seguintes dizeres:
*******************
Agradecemos a Professora Doutora Narcimária Correia do Patrocínio Luz, por fazer a diferença no Departamento de Educação-Campus I, durante todos esses anos. Sua ética, responsabilidade, comprometimento e competência merecem nossos aplausos, reconhecimento e gratidão.
Departamento de Educação, Campus I”
************************

“O Programa de Pós Graduação em Educação e Contemporaneidade – DEDC/UNEB, ao completar 15 anos, expressa seu reconhecimento pelo decisivo trabalho acadêmico desenvolvido na fundação do PPGEduC.
Nossa homenagem e Gratidão.”


Foram entregues as duas placas honoríficas e após os aplausos dos presentes no auditório foi passada a palavra a Doutora Narcimária.


O Professor César Leiro entrega a placa em homenagem a Professora
Foto: Filismina Saraiva
                             Professor Nathanael Reis Bonfim representando o Departamento de Educação do Campus I entrega a placa a homenageada
Foto: Filismina Saraiva 

A Professora Narcimária grata pela importante homenagem no âmbito das gestões dos Professor Doutor César Leiro e do Professor Doutor Valdélio Silva Diretor do Departamento de Educação do Campus I, ressaltou que não considera um reconhecimento a ela pessoalmente ou individualmente. Não foi uma trajetória solitária dentro da Uneb, não. Essa pulsão em promover institucionalmente iniciativas bem sucedidas na área de Educação no campo da Pluralidade Cultural, ao longo de quase 30 anos, envolveu muitas gerações de graduandos/as e pós-graduandos/as. Uma trajetória que representa todo um pensamento intercontinental de revisão de determinados paradigmas da Educação que não aceitam e nem acolhem a alteridade civilizatória africano-brasileira, especialmente no Brasil e mais ainda, na Bahia.
Então, a professora Narcimária dedicou a homenagem a todas os ancestrais...
Ainda nos seus agradecimentos Narcimária destacou que nas nossas comunalidades africano-brasileiras, há uma ética que se baseia no valor da ancestralidade. É um grande equívoco pensar ancestralidade como uma carga genética! Ancestralidade não é apenas uma sucessão genética. Fiquem atentos/as!
A ancestralidade se caracteriza por representar as lideranças comunitárias que se dedicaram em vida ao bem estar da família, linhagem, comunalidade através da manutenção e preservação dos valores e linguagens que sustentam o bem estar e destino individual e coletivo. Ancestral é, portanto aquele ou aquela que em vida deu continuidade e garantiu a expansão da memória da sua comunalidade. Os ancestrais são lembrados e consagrados para depois em outro plano de existência continuar protegendo a existência e promovendo a alegria de sua gente. Enfim, é aquele que dedicou sua vida para garantir a continuidade da tradição.


Participação em evento no Ilê Asipa
Foto: Marco Aurélio Luz

Quando se entra numa comunalidade africano-brasileira logo se aprende que ali não é a trajetória individual do “self made man” (o indivíduo solitário que se faz por si mesmo (parafraseando Marco Aurélio Luz) que vale”. A sua história está entrelaçada com outras gerações, com os ancestrais...Daí ser comum indagar a quem chega: Quem são seus pais? Quem são seus avós? Qual o seu orixá? Esse é o valor que comunica o seu estar no mundo! A sua identidade coletiva! O seu valor para a comunalidade!
Seu trabalho foi o de propor outras formas pedagógicas de transmissão do saber para além do monopólio da escrita. 
Educação e Academia de Capoeira do Contra Mestre Luís Negão  Festival Awon Esó Prodese
Ganhadeiras de Itapuã, Festival Awon Eso, PRODESE, Programa de Educação e Descolonização

A base do seu trabalho é a epistemologia africano-brasileira, elaborada na Mini Comunidade Oba Biyi, primeira experiência de Educação Pluricultural no Brasil(1976-1986) concebida pelo grande educador Deoscoredes Maximiliano dos Santos o Mestre Didi, Alapini Sacerdote Supremo do Culto aos ancestrais da tradição nagô. Lembrou ainda, a Uneb está envolvida nos preparativos do centenário do Mestre Didi.
Chamou atenção para a presença no auditório, do Professor Doutor Marco Aurélio Luz que foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Federal Fluminense, e que veio para a Bahia a convite do Mestre Didi para participar da Mini Comunidade Oba Biyi. Marco Aurélio Luz transferiu-se para a Universidade Federal da Bahia onde recriou em nível acadêmico na graduação e pós-graduação da Faculdade de Educação da UFBA, linhas de pesquisa e programas para disciplinas que abriram novos horizontes para uma educação que acolha a riqueza da civilização africano brasileira. Através dessas linhas de pesquisa da UFBA, muitos   professores/as que hoje atuam na UNEB se formaram.

Professor Michel Maffesoli, Doutor Marco Aurélio Luz e Doutora Narcimária Luz em Sorbonne, Paris V.

Os agradecimentos da professora Narcimária Luz foram envoltos a uma solicitação ao atual coordenador do Programa de Pós Graduação em Educação e Contemporaneidade Professor César Leiro: que se acabe o silêncio ou “censura” sobre seu nome no site do Programa. Egressos do Programa de Pós-graduação que foram alunos/as e orientandos/as da Professora visitando o site, identificaram que não há nenhum registro que informe que a mesma teve alguma importância na história institucional dessa Pós-graduação.
O Professor publicamente se comprometeu a corrigir esse grande equívoco no site do Programa de Pós-Graduação.
Breve Histórico
A vida científico-acadêmica da Professora Narcimária na UNEB se alimenta dessa seiva de valores e linguagens africano –brasileiras tão bem cuidada por Mestre Didi e Marco Aurélio Luz, e que se expandiu através das suas valiosas iniciativas institucionais.


Poeta Lande Onawale escritor Dalmir Francisco, poeta José Limeira e escritor Marco Aurélio Luz em evento do PRODESE.

Além das experiências no ensino, pesquisa e extensão Narcimária teve ânimo para a criar e mobilizar colegas de vários campus da Uneb para a criação do Núcleo de Educação Pluricultural Nep(1994-1995); concebeu o Centro de Estudos das Populações Afro - Indígenas nas Américas Cepaia(1996). Do Programa de Descolonização e Educação Prodese(1997) vinculado ao Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq) onde desenvolveu pesquisa e está credenciada como orientadora de Mestrado e Doutorado, se desdobraram criações institucionais importantes a exemplo: Revista SEMENTES, Caderno de Pesquisa (2000 a 2005) reunindo importantes ensaios de intelectuais do Brasil e do exterior; o premiado Projeto Dayó(2005-2012) no âmbito da Associação Crianças Raízes do Abaeté-Acra.





Auto coreográfico "A Canção do Infinito" de Narcimária Luz por integrantes do ACRA, direção musical Sidnei Argolo


Participantes d e organizadores do Festival Afro-brasileiro de Arte da ACRA
 Célia, Paula Grejianin, Rosângela Accioly, Daniela Cidreira, Jackson Costa, Narcimária Luz, Sidney Argolo, Jaqueline Amor Divino, Sara Santos e Janice Nicolin.

 Narcimária é autora, organizadora e co-autora de diversos livros além de ensaios, artigos e verbetes.


Narcimária autora do livro "Itapuã da Ancestralidade Africano Brasileira" compartilhando momento de confraternização ao lado da  professora Gilca Assis e professor Narciso José do Patrocínio


Lançamento do livro Oba Nijo de autoria de Narcimária do Patrocínio Luz com ilustrações de Ronaldo Martins.

 No âmbito do Programa de Pós-graduação em Educação e Contemporaneidade, foi assídua colaboradora desde a sua concepção no que tange a estrutura, forma e conteúdo da Linha Processos Civilizatórios: Memória e Pluralidade Cultural(Procemp)conhecida como Linha 1 na qual foi coordenadora até 2004.


Defesa de tese da professora Janice Nicolin.
 A banca examinadora composta pelas Doutoras Nadir Nóbrega, Ana Célia Silva, Jaci Menezes, Narcimária do Patrocínio Luz, e Inaicyra Falcão dos Santos

Defesa de dissertação da professora Léa Austrelina Ferreira.
Apresentação do auto-coreográfico A Fuga de Tio Ajayi de autoria de Mestre Didi com integrantes do programa Odemode Egbé Asipa.
 Na foto Caio Santos, Jefferson Ferreira e Walney do Amparo.

A doutora Narcimária representou a UNEB em inúmeros Eventos, progamas de TV e rádio

 O Compositor Martinho da Vila e o escritor angolano Manoel RuiP palestrantes  e Narcimária Luz coordenadora da Mesa de abertura do SINBAIANIDADE II.


Participação da professora Narcimária como palestrante na Universidade Federal do Recôncavo
 em Amargosa.

No decorrer de sua atuação universitária a professora Narcimária foi homenageada como patronesse e paraninfa em  várias turmas do curso de  graduação em Pedagogia.
Autoridades da UNEB na composição da Mesa solene da formatura da primeira turma de Pedagogia da Uneb em Lauro de Freitas.
 Reitor José Bittes e o Diretor do Departamento de Educação Doutor Valdélio Silva dentre outras.

A doutora e professora homenageada pela turma de formandos pronuncia suas mensagens.