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PRODESE E ACRA



VIDA QUE SEGUE...Uma
das principais bases de inspiração do PRODESE foi a Associação Crianças Raízes
do Abaeté-Acra,espaço institucional onde concebemos composições de linguagens
lúdicas e estéticas criadas para manter seu cotidiano.A Acra foi uma iniciativa
institucional criada no bairro de Itapuã no município de Salvador na Bahia, e
referência nacional como “ponto de cultura” reconhecido pelo Ministério da
Cultura. Essa Associação durante oito anos,proporcionou a crianças e jovens
descendentes de africanos e africanas,espaços socioeducativos que legitimassem
o patrimônio civilizatório dos seus antepassados.
A Acra em parceria com o Prodese
fomentou várias iniciativas institucionais,a exemplo de publicações,eventos
nacionais e internacionais,participações exitosas em
editais,concursos,oficinas,festivais,etc vinculadas a presença africana em
Itapuã e sua expansão através das formas de sociabilidade criadas pelos
pescadores,lavadeiras e ganhadeiras,que mantiveram a riqueza do patrimônio
africano e seu contínuo na Bahia e Brasil.É através desses vínculos de
comunalidade africana, que a ACRA desenvolveu suas atividades abrindo
perspectivas de valores e linguagens para que as , crianças tenham orgulho de
ser e pertencer as suas comunalidades.
Gostaríamos de registrar o nosso
agradecimento profundo a Associação Crianças Raízes do Abaeté(Acra),na pessoa
do seu Diretor Presidente professor Narciso José do Patrocínio e toda a sua
equipe de educadores, pela oportunidade de vivenciarmos uma duradoura e valiosa
parceria durante o período de 2005 a 2012,culminando com premiações de destaque
nacional e a composição de várias iniciativas de linguagens, que influenciaram
sobremaneira a alegria de viver e ser, de crianças e jovens do bairro de
Itapuã em Salvador na Bahia,Brasil.


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

ESTADOS UNIDOS E A LUTA DE INTEGRAÇÃO




Serena Williams

Foto disponível em:
http://www.geledes.org.br/wp-content/uploads/2015/09/serena-williams-racism.jpg
A luta de integração entre os povos que compõem os Estados Unidos da América é de grande complexidade. De modo sumário porém, o desafio é como a hegemonia de poder de Estado comandado pelos descendentes dos anglo saxões constituído através da história por um alicerce de genocídio e escravidão, cederão aos desejos de participação de outros segmentos étnicos que constituem a nacionalidade americana.
 A seguir depoimento da tenista Serena Williams no seu facebook comentando a necessidade de romper o silêncio sobre as arbitrariedades contra a população negra nos EUA. Publicamos também a seguir, uma  entrevista concedida à BBC em 1971 do jovem Cassius Clay, posteriormente Muhamed Ali, onde ele narra as suas impressões e vivências desde criança ilustrando a luta de afirmação dos afro descendentes nesta saga da dinâmica de rejeições e integrações.
"Hoje, eu pedi ao meu sobrinho de 19 anos (para ficar claro, ele é negro) que dirigisse para mim a caminho de um encontro, então eu poderia trabalhar no meu telefone #segurançaemprimeirolugar. No caminho, vi um policial do lado da rodovia. Eu rapidamente chequei se ele estava obedecendo o limite de velocidade. Então, me lembrei daquele vídeo horrível de uma mulher em seu carro quando um policial atira em seu namorado. Tudo isso veio a minha mente em questão de segundos. Me arrependi de não estar dirigindo o carro eu mesma. Nunca me perdoaria se alguma coisa acontecesse ao meu sobrinho. Ele é tão inocente. Assim como todos os outros.
Eu acredito que nem todo mundo é mau, são apenas alguns que são ignorantes, medrosos, sem educação e insensíveis a algo que afeta milhões e milhões de vidas.
Porque eu tenho que pensar isso em 2016? Nós já não passamos pelo suficiente, não foram abertas tantas portas, impactadas bilhões de vidas? Então, percebi que temos que continuar nessa caminhada - não é sobre o quanto já percorremos, mas sobre o quanto ainda temos que percorrer.
Então pensei: tenho que falar? Eu tive que olhar para mim mesma. E sobre o meu sobrinho? E se eu tiver um filho, e sobre a minha filha?
Assim como Dr. Martin Luther King disse: "Chega um momento em que o silêncio é traição"
EU
NÃO
VOU
SILENCIAR
SERENA".
Fonte: Post de Serena Williams no seu facebook https://www.facebook.com/SerenaWilliams.

Muhammad Ali, boxeador fala sobre o Racismo



sábado, 24 de setembro de 2016

AINDA EM CLIMA DE COMEMORAÇÕES DOS 23 ANOS DA CASA DA MÚSICA



As comemorações dos 23 anos da Casa da Música ainda não acabaram! O Sarau de Itapuã ganha mais uma edição especial, desta vez o projeto recebe a Escola de Samba Unidos de Itapuã, no dia 26, às 18h, com entrada e classificação livres.
O grupo já existe há 08 anos e tem como umas das suas características resgatar a tradição das escolas de samba do carnaval baiano. O projeto é de cunho cultural e social, composto por crianças e adultos de todas as idades da região de Itapuã, além de mestres populares e músicos em formação.
O Sarau de Itapuã – realizado pela Casa da Música (SecultBA), em parceria com a IMA (Independência Musical Associada). O evento acontece há 09 anos, quinzenalmente, às segundas-feiras. O formato de Sarau permite a participação interativa do público em uma série de atividades.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

INSTITUIÇÕES CULTURAIS AFRICANO BRASILEIRAS-VISITA AO MUSEU AFRO BRASIL PARTE III





Maracatu de Nação Leão Coroado
Foto disponível em:
https://dancarecife.files.wordpress.com/2013/10/51eaf-maracatulec3a3ocoroado_patrimc3b4niovivo_fotocostaneto.jpg



Por Marco Aurélio Luz

As instituições culturais expostas no Museu Afro Brasil além de grandiosas são numerosas. Selecionamos algumas que enriquecem a cultura e a sociedade brasileira.
Primeiramente convém destacar que as instituições culturais são centros irradiadores de valores, linguagens e formas de sociabilidade que contém regras, hierarquias, organização, história e tradição estética.

                                                  MARACATU

O Maracatu é uma instituição característica de Pernambuco embora também exista em outros regiões do Brasil.
O Maracatu de Nação é composto de um cortejo que homenageia a realeza da tradição africano brasileira durante o período do carnaval.
Sua origem se refere ao "Maracatu Elefante" criado no início da primeira metade do século XIX  no contexto da coroação do rei e rainha do Congo que caracteriza as congadas. Está relacionado com os espaços e tempos das festas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito todavia está vinculado a tradição religiosa nagô.
Outro maracatu antigo é o "Estrela Brilhante" de Igarassú também com a referencia da tradição nagô.
Tanto um como outro deixaram de sair, já no período do carnaval por um longo tempo mas retornaram  com muito reconhecimento.
Dentre muitos outros maracatus, destacamos o "Leão Coroado" fundado na segunda metade do século XIX.
Todos eles têm como líderes altos sacerdotes e altas sacerdotisas da tradição religiosa nagô, embora haja também a presença de referências e presença aos cultos de caboclo.
As bonecas importantes símbolos da presença religiosa ora representam o poder de um orixá, ora de um egun que quando vivente era de um orixá.
Além do rei e rainha que evoluem no cortejo sob um pálio como os reis nagô, há várias alas que compõem o desfile. As baianas inclusive as que levam as bonecas, os caboclinhos, a nobreza, a orquestra percussiva,etc.
O maracatu evolui ao ritmo do chamado "Baque Virado" com pompa e circunstância devida à realeza.



Maracatu de Nação ou Baque Virado, Linda Flor
Foto disponível em:






Rei Marcos, Rainha Mylenna e Pirulito, com o pálio
Maracatu Várzea do Capibaribe, 
Rei e Rainha de Maracatu de Nação Nagô.
Foto disponível em:
http://varzeacap.byethost7.com/corte.html?i=1



Estandarte do tradicional Maracatu Elefante, fundado no início  do séc. XIX.
Foto: Narcimária Luz



Boneca do Maracatu, importante elemento de expressão religiosa e proteção.
Foto: Narcimária Luz




Trajes e ornamentos de rainha e rei do Maracatu de Nação.
Foto: Maurício Luz

Há também o maracatu de "Baque Solto" ou "Maracatu Rural" com ritmo diferente, mais acelerado com instrumentos de sopro e percussão.
Também diferem nas vestimentas e personagens. Aqui é o caboclo de lança e suas evoluções que constitui o protagonismo. Outras participações são os reis e rainhas, as baianas, Mateus e Catirina, Catita etc.
O mais antigo é o "Cambinda Brasileira".Na 2ª feira de carnaval ocorre o encontro de maracatu em Nazaré da Mata com dezenas de instituições de brincantes homenageando as entidades religiosas.

  
 


Maracatu Rural ou do Baque Solto.
Foto disponível em
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/8323891.jpg





Trajes e ornamentos do Maracatu Rural ou do Baque Solto
Foto: Maurício Luz


ARTE CERÂMICA

As origens da arte cerâmica se perde na noite dos tempos e fazem parte de inúmeras civilizações dos quatro continentes. No Brasil é muito enaltecida a cerâmica marajoara do Pará e as do nordeste como os centros artísticos de Pernambuco, Tracunhaém, Alto do Moura e tantos outros. Na Bahia  em Cachoeira, e destaque para  Maragojipinho, e por esse Brasil afora.
A arte cerâmica é de caráter contemplativo e utilitário, representando aspectos do cotidiano, incluindo a religião e instituições sociais em geral .





A Barca dos Exus de Temba, Cândido Santos Xavier de Cachoeira, Bahia.
Foto disponível em:



Cândido Santos Xavier de Cachoeira, Bahia
Foto disponível em:



Cena da religião dos orixá.
Foto: Narcimária Luz



Maracatu de Manuel Eudócio do Alto do Moura

http://d.i.uol.com.br/diversao/2012/02/16/detalhe-de-trabalhos-artesanais-de-manuel-eudocio-artesao-de-alto-do-moura-declarado-patrimonio-vivo-do-pernambuco-mais-d




Seis pássaros três mães e três crianças 
Foto disponível em:
https://c1.staticflickr.com/4/3207/2715947792_6ce7991701_b.jpg



Leão de Mestre Nuca de Trucunhaém
Foto disponível em:
http://1.bp.blogspot.com/_oU81oOqBckE/TQbauitHx_I/AAAAAAAAASo/ynlwz2K2WgA/s1600/LEAO-MESTRE-NUCA+M+Boitata.jpg



Cenas do viver
Foto: Narcimária Luz


Comício
Foto: Narcimária Luz



Presépio
Foto: Narcimária Luz





Viajantes de caminhão
Foto: Narcimária Luz





Músicos do forró
Foto: Narcimária Luz



Boi cerâmica de Maragojipinho Ba.
Foto disponível em:
https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/bd/00/34/bd0034adb9697957d1c054474cbc9887.jpg

OUTRAS ARTES

Bonecas de pano usando representações de trajes e paramentos dos orixá e ainda um Baba Egun.

Foto: Narcimária Luz


Foto: Narcimária Luz





                                                    COMPANHIA DE REIS





Foto disponível em:
http://www.museuafrobrasil.org.br/


A Companhia de Reis ou Folia de Reis ou ainda Reisado é uma forma de vinculação comunitária ou de reforço de laços comunitários espalhada por diversas regiões rurais do Brasil. Ela possui essa invariante mas muitas variáveis na composição das narrativas, nas músicas, nos versos, nas danças, nos personagens nas evoluções etc.
Vamos tomar como referência uma que acompanhei no interior de S. Paulo, região de Santa Rosa.
O líder da Companhia guarda em sua moradia o presépio, e é aí que se reúnem os participantes músicos personagens e devotos para iniciarem as caminhadas para visitarem as famílias que possui o sinal da imagem do Sagrado Coração. Durante o ciclo natalino até o dia dos reis procedem as visitas e caminhadas.
Essas famílias já têm uma vinculação proporcionada pela lida de plantio e colheita na forma de mutirões.
Nas visitas a Companhia se apresenta e pede licença a família reunida. A família faz agradecimentos e pedidos envolvidos pelas cantigas sagradas. Depois se faz oferendas de alimentos para serem também usados na grande confraternização a 6 de janeiro dia de Reis em frente ao presépio, quando se reforçam os laços de sociabilidade.
Os reis homenageados principalmente Balthazar que representa o continente africano nas comemorações natalinas é uma forma sublimada dos participantes atualizarem o vínculo histórico com os reinos originários de seus ancestrais.





Foto: Narcimária Luz



Foto disponível em:



Foto disponível em:

http://www.acessa.com/cidade/arquivo/jfhoje/2008/01/05-folia/



Foto disponível em:
http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/files/i/2045/2-KR_0355.jpg

                             CAVALHADAS



                              Foto disponível em:


As cavalhadas são auto coreográficos que dramatizam a guerra das cruzadas entre cristãos e mouros que ocorre durante as festas do Divino, com personagens da nobreza tanto dos cristãos quanto dos muçulmanos. Os muçulmanos conquistaram e ocuparam a Península Ibérica por quase 800 anos do século VIII ao XV.  O auto coreográfico equestre rememora a retomada pelos cristãos.
Os cristãos com rei, rainha e outros personagens da côrte  vestem trajes a adornam-se de cor azul inclusive as montarias. O mesmo acontece com os mouros porém com a cor vermelha.
Esse festival acontece no centro-oeste e na região sul do Brasil e evoluem em locais fechados como nos espaços das exposições agropecuárias. O festival mais conhecido é o da cidade de Pirinópolis em Goiás.
Outros personagens que integram a comemoração representam o povo que margeia  a cavalhada apresentando-se na cidade fazendo uma paródia e uma meta linguagem anárquica do evento.
Esses personagens se apresentam com máscaras adornadas de figuras de boi, onça e outros animais. As vestimentas são de cores variadas e também cobrem as montarias. Se divertem em reuniões de confraternização e comemoração pelas ruas da cidade.



Mascarado cavaleiro e cavalo adornado

Foto disponível em:
http://digitalizacao.fundaj.gov.br/fundaj2/files/i/2045/2-K





Máscaras sorridentes
Foto disponível em http://mundografico.emol.cl/



                                                          BUMBA MEU BOI




Povo Dinka da região do Sudão
Foto disponível em:


As relações entre a humanidade e o boi atravessam os tempos antigos, desde que o caçador foi sobreposto pelo domesticador de animais estabelecendo um novo patamar nas origens das civilizações.



Povo Massai região de Kenia
Foto disponivel em
http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S28fdkZbxBI/AAAAAAAAD10/2Fxe7oWx3MU/s400/masai_herdsman-web.jpg

A diferença entre  os sexos, masculino e feminino sempre foi índice das formas de organização social caracterizando divisão de poderes e funções.
O mistério feminino encontra na gestação o ápice de seu poder. Seu corpo é capaz de gestar filhos e alimento ao nascituro garantindo a continuidade do grupo social. E se até a cobra respeita a mulher grávida, é consenso geral que seus desejos devem ser atendidos em benefício da boa gestação e desenvolvimento do feto.
É nesse contexto que se processa a narrativa do Bumba Meu Boi.
Todos sabemos que dimensões oníricas que integram nossa constituição espiritual, inconsciente emergem como desejo durante a gravidez.


O casal Catirina e Mateus
Foto disponível na Internet

Catirina mulher do vaqueiro Mateus está grávida. E então tem o desejo louco e compulsivo de comer língua de boi. Mas deseja a língua de um boi. O boi mais admirado e predileto do rebanho.




Boi no Museu Afro Brasil
Foto: Maurício Luz



Bois no Museu Afro Brasil
Foto Maurício Luz

Mateus que cuidava do gado, diante do mistério e poder da mulher grávida resolve atender ao pedido. Mata o boi e entrega a língua.
A situação gera grande desconforto, principalmente ao dono do boi.
Mateus e Catirina então resolvem se refugiar se retirando do lugar.
São procurados sem sucesso pelos vaqueiros.



Vaqueiros de Fita

Foto disponível em
http://lh4.ggpht.com/-22hHvgr2h64/U8nMnBLuFpI/AAAAAAAAQBU/5bHTRc2rDhU/P1150414_thumb%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800

Todavia eles se vêm diante dos espíritos ancestrais da floresta que exigem a reparação de uma ordem natural transgredida e que constituía o equilíbrio social e do rebanho bovino.




Kazumba, espíritos ancestrais
Foto disponível em:
files.wordpress.com/2012/06/cazumbas.jpg



Kazumba espírito da floresta
Foto disponível em:
http://scontent.cdninstagram.com/

Os Kazumba são personagens que caracterizam esse espaço sagrado na representação do Boi Bumba.
Mateus e Catirina resolvem então voltar e tentar com a comunidade reunida apelarem para tudo e a todos pela ressurreição do boi.


Caciques
Foto disponível em:
http://static.wixstatic.com



Jovens Índias e Índios
Foto disponível em:
http://1.bp.blogspot.com/_jGF2u3XqVVU/TBUtbmej8bI/AAAAAAAADs8/EbNZzJ5MRJg/s400/boi-de-morros.jpg

 É com o apoio dos índios "os donos da terra" com seu corpo social,seus elementos signos de vitalidade,fertilidade  e com a força espiritual do pajé e outros curandeiros é que Mateus e Catirina  conseguem dar vida ao boi que enfim ressurge com tamanho ímpeto vital.


Pajé

Foto disponível em:


Boi Magnifico
Foto disponível em:
http://www.sarandeiros.com.br

Nesse momento que acontece o ápice da dramatização com as evoluções coreográficas do magnífico boi e o vaqueiro.
O Bumba Meu boi além dos efeitos estéticos de toda trama musicada, dançada com harmonia graça e sofisticação exige para tanto muita energia dos participantes cada qual com suas funções no preparo e na execução da trama obedecendo às hierarquias.




Os homens fabricam, cuidam, e tocam os instrumentos de percussão.

http://wikidanca.net/wiki/images/a/a2/Instrumentos_boi.jpg



Sra. Tânia Soares renomada bordadeira





Os mais antigos com o apito orientam a movimentação da trama

O Bumba meu Boi acontece principalmente  na cidade de S. Luiz do Maranhão e seus arredores durante o ciclo junino. Nessa época a cidade se transforma .
Os grupos são classificados em sotaques pelas referências a sua forma de percussão e ritmo trajes e evoluções.
O mais tradicional é o sotaque de Zabumba da cidade de Guimarães. A zabumba é o instrumento principal.
O sotaque de Matraca ou da ilha de S. Luiz usa pandeirões e matracas.
O sotaque da Baixada ou Pindaré que usa pandeiros e matracas.
O sotaque  de orquestra de Rosário ou Axixá que se afasta da tradição e usa zabumba, tarol, banjo, saxofone, trompete, trombone e clarineta.















































quinta-feira, 1 de setembro de 2016

CONVITE PARA O ANIVERSÁRIO DA CASA DA MÚSICA

Dia 03 de setembro(sábado) às 9:00hs a Casa da Música estará celebrando o seu 23º aniversário.
Local:Parque Metropolitano do Abaeté
Para maiores informações:(71)31161511



domingo, 21 de agosto de 2016

A REVOLTA DOS BÚZIOS: FORÇA E RESISTÊNCIA NA BAHIA




Imagem disponível na INTERNET
Por  Sergio Bahialista

 

Se aprochegue minha gente

Homem, menino, mulher

Saber dos heróis baianos

Que a história tentou perder

Esses grandes guerreiros

Ta na hora de aprender

 

Foi lá em 1798

Que essa luta começou

O povo revoltado

Logo Logo se juntou

Ideais com presteza

Da revolução Francesa

O povo se inspirou


 

Imagem disponível na INTERNET

A coroa portuguesa

Viu tamanha ousadia

E logo se arrumou

Pra acabar com essa folia

Do povo negro na luta

Por igualdade noite e dia


 

Imagem disponível na INTERNET




Os livros infelizmente

Pouco falam dessa ação

Uma revolta bem feita

Pelo povo negro, meu irmão Nossos heróis baianos

Deram sangue pela nação

 

Muitos eram alfaiates

Uma nobre profissão

O ideal de liberdade

Tomou seu coração

A coroa portuguesa

Só nos queria na prisão


 

Imagem disponível na INTERNET

Inconfidência baiana

Revolta das argolinhas

Revolta dos alfaiates

Eram os nomes dessa linha

Mas o nome de guerra

É revolta dos Búzios, Mainha

 

Os guerreiros da Batalha

São danados, meu rapaz

Lucas Dantas, Manoel Faustino

Só queriam a grande paz

Luiz Gonzaga, João de Deus

Lutaram pelos seus

Mostrando que é capaz


 

Imagem disponível na INTERNET




O ideal dessa revolta

Era igualdade social

Contra coroa portuguesa

Êta coragem genial

Esses quatro guerreiros

Comandaram o levante final

 

Com muita inteligência

O movimento acontecia

Com reuniões e emboscadas

Que o governo não sabia

A quase ,batalha do dique

Foi sucesso na Bahia

 
Imagem disponível na INTERNET


Só não foi adiante

Por conta da ação

De entregarem os locais

Que faziam organização

Dos guerreiros desta revolta pela nossa libertação

 

Os quatro foram capturados

E sofreram na Praça

Morreram enforcados

Na boca tinha mordaça

Mas sua luta até hoje

Nos inspira a lutar.

 Faça! !

 
Praça da Piedade em Salvador Final do século XVIII
Foto disponível na Internet


Na Praça da Piedade

Hoje tem homenagem

Aos heróis desta revolta

Com estátuas na passagem do povo que sempre lembra

Pois nunca será miragem.